Oeste selvagem: rio Paraná


Hi-Mundim esteve no rio Paraná, nos arredores de Castilho-SP, divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul, para acompanhar um animado grupo de pesca, e, de quebra, registrar imagens de mais um extenso reduto de natureza exuberante no Oeste selvagem Paulista.

O grupo, formado por familiares e amigos, optou por ficar em um dos inúmeros ranchos que, bem na beira do rio, funcionam como pousadas especializadas em pescarias.

O ambiente bem simples e rústico das pousadas não interfere em nada na comodidade dos hóspedes. Os quartos, geralmente com duas camas de solteiro e um beliche, têm banheiro com chuveiro elétrico, frigobar e ar-condicionado, este último necessário para espantar o calor e também para garantir o sono livre dos mosquitos.

As pousadas de pesca na beira do rio Paraná oferecem também café da manhã, almoço e jantar. Para quem não tem barco e nem motor, há oportunidade de alugar. E se você não tem licença para pilotar, ou não sabe, sem problemas, pois todas contam com serviços de profissionais, exímios conhecedores dos melhores locais para fazer a pescaria render.

Na bagagem, além da tralha de pesca, protetor solar, óculos escuros, e chapéu de aba larga são itens essenciais para evitar os desagradáveis efeitos do típico sol de primavera do Oeste Paulista. Tão importante quanto se proteger do Astro-Rei é levar repelente. Afinal, o Criador ainda não inventou beira de rio sem mosquito.

Empolgados com os vídeos postados na semana anterior no YouTube e que mostravam pescadores se divertindo com enormes piaparas, o grupo não teve a mesma sorte. Alguns passaram o final de semana em branco. Nem mesmo um único beliscão. Os mais insistentes se contentaram fisgando alguns piaus, fato que fez render o trocadilho: rio Piauraná.

Apesar da baixa produtividade pesqueira e do sumiço das piaparas justo naquele fim de semana, não teve um único do grupo que demonstrasse frustração ou desânimo. Em contato direto com a natureza preservada do Paranazão parece não haver espaço para baixo astral. A vibração esbanjava positividade e foi intensa, assim como a lua cheia da ocasião.

A água do rio é clara e exala cheiro de vida. Em alguns lugares com cinco metros de profundidade é possível ver o chão de pedra e algumas espécies subaquáticas mais preguiçosas.

Grandes revoadas de garças, de araras azuis e de outras aves e pássaros durante o nascer e o pôr do sol são comuns, de acordo com os moradores da região.

Para quem estiver embarcado são inúmeras as opções de pequenas prainhas nas duas margens do rio e em ilhas. Em várias é possível se banhar, sempre com toda a prudência necessária para evitar afogamento, pois a corrente é forte mesmo em águas mais rasas.