Mangiare! É Dia do Macarrão!


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Espaguete é o preferido no Brasil / Foto: Divulgação

Nesta sexta, 25, comemora-se o Dia Mundial do Macarrão. Um dos pratos mais queridos no Brasil e, para muitas famílias, é o preferido no almoço de domingo. O Brasil é o 3º maior produtor e consumidor mundial. Em 2012, o mercado brasileiro de massas alimentícias faturou mais de R$ 6,2 bilhões e foram consumidos quase 1,2 milhão de tonelada. Nosso consumo per capita é de 6,1 kg por ano. É muita coisa! Herdamos esse hábito dos imigrantes italianos.

Os números mostram que o brasileiro gosta mesmo de massa! De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados (Abima), dentre os quarenta formatos comercializados no país, o espaguete se destaca como o mais querido, com 57% da preferência. O estudo faz parte de uma ampla pesquisa realizada pela Kantar WorldPanel sobre o comportamento de compra de mais de oito mil lares em todo o País.

Nas regiões Norte e Nordeste, a preferência pelo espaguete é ainda maior: 76%, de acordo com o estudo. O fusilli ocupa o segundo lugar no âmbito nacional, mas muito distante, com 15% da preferência, seguido pela lasanha, com 5%. Pene e talharim aparecem com 3% e 2%, respectivamente. O fusilli ganha pouco mais expressividade na grande São Paulo, onde tem 23% de participação.

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São 40 formatos diferentes no Brasil / Foto: Hi-Mundim

“O Brasileiro ainda aproveita pouco a diversidade de opções que um alimento como o macarrão oferece. O nosso desafio é mostrar essa versatilidade e as diversas formas de consumo da massa. Enquanto no Brasil produzimos macarrão em cerca de 40 formatos diferentes, na Itália são mais de 600. Tais números deixam claro que ainda temos muito potencial de consumo”, afirma o presidente da Abima, Claudio Zanão.

Segundo a pesquisa, 99,6% dos brasileiros consomem algum tipo de massa. As massas secas ou tradicionais (nas quais está incluído o espaguete) têm penetração em 98,7% dos lares brasileiros, enquanto as instantâneas atingem 90,9% e as frescas, 29,9%. Esses dois últimos tipos cresceram 46% e 84%, respectivamente, nos últimos cinco anos, o que mostra uma tendência geral de procura por sofisticação e praticidade. As casas com crianças concentram o maior consumo de macarrão instantâneo (62%). A Kantar chama esse consumidor de “apressado”, que busca alimentos fáceis e rápidos de preparar.

As classes D e E, de acordo com a pesquisa, são responsáveis por 39% do total do consumo de massas no país e são “heavy buyers”, ou seja, compram massas mais de vinte vezes por ano, contra as 14 vezes que correspondem à média. No que se refere à massa seca, a pesquisa apontou que 32% dos consumidores são donas de casa com mais de 50 anos. Além disso, as vendas estão concentradas no Norte e Nordeste e 40% delas são feitas pelas classes D/E. São os “observadores”, que priorizam a relação custo x benefício antes de fechar uma compra.

Por fim, a massa fresca é a preferida pelos lares sem crianças, que são responsáveis por metade do consumo desse tipo de macarrão, e estão presentes principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. Destes consumidores, 36% pertencem às classes A e B. A Kantar classifica esse comprador como o “experimentador”, aquele que gosta de novidades.

Sobre o Dia Mundial do Macarrão:

O Dia Mundial do Macarrão foi instituído em 25 de outubro de 1995 em Roma, durante o I World Pasta Congress (Congresso Mundial de Macarrão), que reuniu os principais fabricantes em todo o mundo.

Você sabia?

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Massa com trufas negras / Foto: Hi-Mundim

Ao contrário do que muitos pensam os verdadeiros criadores da massa foram os árabes, que passaram tanto pela Sicília quanto pela península Ibérica, no período da Idade Média. Eles foram provavelmente os responsáveis por introduzir o macarrão na Itália, onde a receita foi aprimorada e se disseminou para o resto do mundo. Entretanto, diante da globalização e dos tempos da alimentação fast food, ele começou a ser apontado como um vilão da boa forma e precursor de males típicos da nossa época, como o colesterol alto e o diabetes.

De acordo com Daniela Maria Alves Chaud, Coordenadora e Docente do Curso de Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o macarrão pode ser considerado um alimento nutritivo. A redução no tempo de transformação do carboidrato em açúcar faz com que o macarrão seja considerado um alimento com “índice glicêmico” (IG) de baixo a moderado.

“O índice glicêmico é a velocidade que o alimento leva para ser absorvido e ser transformado em açúcar no sangue. Dessa forma, o macarrão proporciona sensação de saciedade mais prolongada, o que ajuda no consumo adequado de calorias. Deve-se pensar que como qualquer outro alimento do seu grupo, o dos carboidratos, ele só engorda se o consumo for excessivo, ou quando se erra nos acompanhamentos”, explica.

Segundo ela, o macarrão que é maléfico a saúde, é o macarrão instantâneo que possui quantidades de sódio e gordura acima das recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Aproveite a data e vá até o seu restaurante italiano preferido!