5ª edição da Jornada Literária Apocalíptica acontece de 22 a 26 de abril com artistas de todo o Estado de São Paulo e programação acessível e gratuita
A Cia. Apocalíptica realiza, a partir desta terça-feira (22/4), a 5ª edição do FrESTA – Jornada Literária Apocalíptica, com programação gratuita até o dia 26, em São José do Rio Preto (SP). O festival reúne artistas e grupos de diferentes regiões do Estado de São Paulo, além de nomes da cena local, em atividades que transitam entre literatura, teatro, dança, música e mais de 15 outras linguagens artísticas.
Realizado por meio do Edital Fomento CultSP – PNAB nº 39/2024 – Fomento à Economia Criativa, o festival fortalece a produção cultural independente e reafirma o compromisso com uma cultura plural, acessível e democrática.
Abertura com referência nacional da contação de histórias
A abertura oficial acontece nesta terça, às 20h, no Colégio Santo André, com o espetáculo “Relicário de Histórias”, da dupla Lili Flor e Paulo Pixu, de São Paulo, uma das principais referências da contação de histórias no Brasil. A programação conta ainda com a participação de Camila Genaro, integrante da Academia Brasileira de Contadores de Histórias.

Produção local em evidência
A cena rio-pretense tem papel central nesta edição. O bailarino Jandé Nhandu Potyguara apresenta o espetáculo de dança contemporânea “O Chamado de Jandaia”. A multiartista Juá Jacarandá conduz o Clube do Livro Inclusivo no Instituto dos Cegos Trabalhadores entre os dias 22 e 24 de abril, às 8h30, e lança o audiolivro “Éramos Felizes” no dia 25, em plataformas digitais.
A programação inclui ainda Pamela Ramos, com ações formativas, e artistas como Cícero Araújo, Carol Petrolini, Edson Raposeiro e as Mandigueiras da Pracinha, que integram intervenções poéticas ao longo da semana.
A cena urbana ganha espaço com a Sem Rótulos Jam Session – edição All Style Battle, que reúne artistas locais em uma dinâmica de improviso entre diferentes linguagens, ampliando o diálogo entre literatura, corpo e território. O escritor Raul Marques participa com a intervenção “Dia Mundial do Livro com livro”, levando a literatura para o cotidiano da cidade em uma ação de circulação e encontro com o público.
Acessibilidade como prática, não como pauta
A acessibilidade é um dos eixos estruturantes do FrESTA. Mais do que adaptar conteúdos, o festival propõe experiências pensadas desde a origem para diferentes públicos, integrando recursos e linguagens acessíveis em todas as etapas: nas dimensões comunicacional, física, sensorial e intelectual.
A edição conta com uma coordenação de acessibilidade inédita, responsável por acompanhar e integrar a inclusão em toda a programação. Entre os destaques estão a realização de uma mostra anticapacitista, que amplia o debate sobre inclusão e representatividade nas artes, e a exibição de filmes produzidos por autores cegos, trazendo novas perspectivas sobre percepção, autonomia e experiência no mundo.

Literatura para além dos livros
Para o diretor da companhia e curador do festival, Lawrence Garcia, esta é uma das edições mais robustas do evento. “Nesta edição, o FrESTA reúne uma grande pluralidade de propostas. Teremos um festival robusto, com muitos artistas de referência em suas áreas, o que reforça o quanto o FrESTA vem se consolidando no circuito artístico paulista. Estamos animados para esta edição”, afirma.
Com atividades presenciais e online, o festival ocupa diferentes espaços da cidade, levando a literatura para além das páginas, para o corpo, a voz e o território.
A programação completa está disponível no perfil oficial da companhia no Instagram: @cia.apocaliptica.
SERVIÇO
5ª edição do FrESTA – Jornada Literária Apocalíptica
Data: 22 a 26 de abril de 2026
Entrada: Gratuita
Fomento: Edital Fomento CultSP – PNAB nº 39/2024 – Fomento à Economia Criativa
