Dicas para viajar com seu pet


hi-mundim-viagempetFérias: momento de diversão, descanso e, para muitas pessoas, hora também de viajar. Mas, e o animal de companhia nesse cenário? Viaja junto com a família? Fica hospedado em um hotel para pets? Ou com amigos e familiares? Esta matéria, publicada pela revista Mais Que Pet traz opções e dicas valiosas.

Vai viajar de carro?

Ao pegar a estrada, o primeiro cuidado deve ser com a forma como o animal vai viajar dentro do carro. O Código Brasileiro de Trânsito estabelece no artigo 235 que eles não podem ficar soltos dentro do veículo, e o Inciso II do artigo 252 é bastante claro: conduzir animais à esquerda ou entre braços e pernas do motorista é infração média, e acarreta quatro pontos no prontuário do condutor, mais pagamento de multa. A situação piora se o animal estiver sendo transportado em partes externas do veículo, como caçambas de picapes. Essa ação é considerada infração grave e gera cinco pontos na carteira.

Além da lei, animais soltos podem se ferir em caso de freadas ou curvas e ir até os pedais, atrapalhando o motorista. Permitir que eles viagem com a cabecinha na janela (os cães adoram essa prática porque recebem muitos cheiros diferentes através do vento) é um péssimo hábito: pode causar fugas, acidentes e otites. Para viajar de forma segura –e dentro da lei –, a solução são as caixas de transporte,para cães pequenos, médios e gatos, e o cinto de segurança,para animais maiores. As caixas devem ter boa ventilação e serem presas ao cinto de segurança do veículo. Já os cintos próprios para cães, encontrados em pet shops, têm tamanhos e modelos variados –com ou sem colete peitoral, com adaptador de tamanho etc – e também são atados ao cinto de segurança do carro.

Outras dicas

Evite viajar em horários de muito trânsito e sempre observe a temperatura dentro do veículo. Língua de fora e respiração ofegante são sinais de calor. Nesse caso, vidros abertos ou ar condicionado ligado evitam mal estar e o risco de desidratação. Lembre-se também de jamais deixar o pet sozinho dentro do carro fechado. Sem ventilação, ele pode morrer rapidamente! Em viagens longas, pare o carro a cada duas horas, ofereça água e deixe que ele caminhe para fazer xixi e se movimentar.

Animais que enjoam não devem receber ração antes da viagem e o uso de medicamentos antieméticos pode ser indicado, sempre com supervisão do veterinário. É importante ter cuidado na hora de sair com o pet do carro e sempre prender a guia à coleira antes de abrir a porta. Animais mais ariscos ou medrosos podem se assustar e correr para a estrada. No caso dos gatos, vale servir água dentro do veículo, salvo se eles estiverem acostumados a andar na guia.

Vale lembrar, também, que quanto mais acostumado o pet estiver a andar de carro, mais tranquila a viagem. Especialistas em comportamento sugerem que desde filhotes eles saiam com os donos no veículo. Se não é o caso do seu animal, passeie com ele de carro para condicioná-lo alguns dias antes das férias.

Estabelecimentos pet friendly

Quem vai viajar com o pet e ficar hospedado em hotel, deve certificar-se antes de que ele será aceito. Atualmente, há cada vez mais estabelecimentos pet friendly no Brasil e isso significa muito mais do que permitir a presença dos animais. Esses hotéis oferecem atividades para os cães, espaços próprios para brincadeiras e interação com outros animais e até vasilhas e tapetes higiênicos nos quartos.

Viagem aérea

hi-mundim-vaigempet4Viagens aéreas precisam de planejamento e antecedência. E envolvem, basicamente, duas questões: a parte prática e burocrática e o preparo do animal. O primeiro passo é consultar a companhia aérea, verificar a disponibilidade de espaço e fazer a reserva. O transporte de animais é pago e é válido pesquisar os antecedentes da empresa. Muitas delas, inclusive brasileiras, já foram negligentes nesse tipo de serviço, o que levou à fugas e até mortes. Esse é momento também de conhecer as regras, que variam de companhia para companhia.

De forma geral, animais bem pequenos podem viajar na cabine com os donos, dentro de caixas de transporte. Os demais viajam, também em caixas, no porão, que é pressurizado e climatizado. A caixa, nesse caso, deve ser resistente e de boa qualidade, para evitar danos e fugas, e ter espaço suficiente para o animal ficar em pé e dar uma volta em torno de si mesmo. Por outro lado, caixas muito grandes podem ser perigosas. Em caso de turbulência, o pet pode se machucar ao bater nas laterais.

A documentação para a viagem inclui, geralmente, a carteira de vacinação em dia, certificado sanitário e atestado de saúde, mas, como já dissemos, é sempre importante conhecer as regras de cada empresa aérea, que, em geral, estão disponíveis nos sites. Viagens internacionais são mais complexas e exigem pesquisa, pois cada país tem regras próprias para a entrada de animais de companhia. A microchipagem é sempre obrigatória, além de uma série de documentos e atestados. Além disso, em alguns países, como os do Reino Unido, o animal deve permanecer em quarentena. Portanto, não é uma boa opção para as férias.

Ao fazer uma viagem internacional com o pet, contratar empresas especializadas em organizar a documentação, que é extensa, é sempre uma boa ideia para evitar erros, problemas e imprevistos. Por fim, a partir de 2014, os cães e gatos que forem viajar precisarão de passaporte próprio.

O preparo do pet

Para os animais, uma viagem aérea é sempre estressante. Porém, algumas medidas reduzem o desconforto. O primeiro passo é consultar o veterinário e checar as condições de saúde do animal. Para os cardíacos, por exemplo, a viagem pode não ser indicada. Depois, vale a pena fazer um bom condicionamento, especialmente em caso de voos longos.

A publicitária Alexandra Gonçalves Dias, que adotou o cão Rusty quando morava nos Estados Unidos, conta sua experiência ao prepará-lo para a viagem ao Brasil: “Compramos a caixa de transporte e, durante vários dias, fizemos o condicionamento. No início, ele passava poucas horas dentro da caixa. Fomos aumentando o tempo gradualmente até que, dias depois, Rusty dormiu a noite toda dentro dela, sem nenhum problema. Dessa forma, ficou mais preparado para um voo de 12 horas”.

Colocar um brinquedo ou paninho de estimação dentro da caixa também é uma boa ideia. Já o uso de medicamentos tranquilizantes não é aconselhado, segundo o veterinário Luiz Douglas Rodrigues Júnior. “A sedação precisa ser acompanhada de perto, por isso não indico para animais que estarão sozinhos. Por outro lado, remédios fitoterápicos, que deixam o pet mais tranquilo, podem ser usados. Nesse caso, os donos devem começar o uso alguns dias antes da viagem, sempre com orientação. O mesmo ocorre com os remédios para vômitos: devem ser usados com prescrição do veterinário”, explica.Durante o voo, em geral, as companhias permitem que o animal tenha água à sua disposição, em vasilhas que ficam presas às caixas. Já a alimentação não é indicada, para evitar mal estar.

Cuidadores

Muitos donos optam por deixar os pets sob os cuidados de amigos e familiares. Nesse caso, é imprescindível que o animal esteja acostumado à essas pessoas e que goste delas. As questões que envolvem segurança também são importantes: portões e portas ficam sempre fechados? Há outros animais na casa? Se sim, se dão bem com o hóspede?

No caso de gato, a casa que vai hospedá-lo tem telas? Manter a rotina também ajuda o pet a ficar longe dos donos. Isso significa não mudar a alimentação, respeitar os horários de passeios etc. Outra opção cada vez mais utilizada é o uso de pet sitters, profissionais que cuidam dos animais de companhia, enquanto a família está fora. A atitude mais importante, nesse caso, é buscar referências do profissional, conhecê-lo – e permitir que o pet o conheça! – antes da viagem e combinar os passeios e visitas para os cuidados. De forma geral, é aconselhável que o pet sitter visite o animal mais do que uma vez por dia, para trocar a água e dar ração, brincar e passear.

No caso daqueles que levam os pets para casa, os cuidados devem ser redobrados. Visite o local e certifique-se de que é limpo e seguro. Procure saber também se os demais animais hospedados têm boa saúde e vacinação em dia. Vale lembrar que esse tipo de hospedagem só é indicado para animais que têm boa interação com outros animais. Caso contrário, eles se sentirão mais seguros em seu próprio ambiente.

Hotéis

Hotéis especializados em hospedar animais tem sido uma opção cada vez mais utilizada pelos donos. Práticos, seguros e repletos de atividades de lazer, eles garantem que o animal se divirta, enquanto os donos saem de férias. Porém, assim como no caso dos pet sitters, eles devem ser avaliados e, os animais, adaptados antes da ausência dos donos.

A mala do pet

  • hi-mundim-viagempet3Brinquedos
  • Caminha
  • Carteira de vacinação
  • Guia, coleira e plaquinha de identificação com telefone e DDD
  • Manta e paninhos de conforto
  • Medicamentos em uso
  • Outros documentos (nocaso de viagens internacionais)
  • Petiscos
  • Produtos de higiene (escova, shampoo, condicionador, toalhas, escova, pasta de dentesetc)
  • Ração
  • Roupa com cheiro dos donos, caso o pet fique em hotel ou com pet sitter
  • Saquinhos para recolher o cocô
  • Tapete higiênico
  • Telefone de familiares e amigos, caso o pet fique em hotel ou com pet sitter
  • Telefone do veterinário ou de clínica 24 horas no destino da viagem
  • Vasilhas de água e comida

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Ah! E uma última e muito importante dica – Se você for viajar com o cão para a praia, converse antes com o veterinário e proteja o animal contra a dirofilariose, verminose que atinge o coração e é causada por um mosquito que habita o litoral.

Fonte: Revista Mais Que Pet