61º Festival do Folclore de Olímpia (Fefol 2025), uma das maiores manifestações da cultura popular brasileira, começa no primeiro sábado de agosto
O 61º Festival do Folclore de Olímpia (Fefol 2025) está prestes a começar.
No topo da lista das atrações imperdíveis da região Noroeste Paulista, o evento é considerado uma das maiores manifestações da cultura popular brasileira.
Para ter ideia da importância, o festival elevou a estância turística, famosa mundialmente pelos parques e resorts de águas termais, à condição de Capital Nacional do Folclore. O título é oficial e foi concedido em 2017 pelo Governo Federal.
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O Festival do Folclore de Olímpia é uma oportunidade ímpar para apreciar a tradição cultural dos estados de cada uma das cinco regiões do nosso imenso e riquíssimo Brasil.
Grupos de todo o Brasil que trabalham na preservação da cultura tradicional regional apresentam músicas e danças típicas capazes de acabar com a síndrome de vira-lata de qualquer sabujo.
Ao longo deste texto você vai encontrar inúmeras informações sobre essa festa linda e no final, um link para acessar a programação completa.
Homenagem
O 61º Festival do Folclore de Olímpia vai homenagear o estado do Maranhão. A cada edição um estado é homenageado como forma de valorizar as manifestações da cultura tradicional de todo o Brasil.
O Maranhão está presente na identidade visual da festa, no enredo do espetáculo de abertura, no estudo nas salas de aula da rede municipal de educação, na decoração do Recinto do Folclore e nos três grupos representantes do estado que vão se apresentar durante os nove dias de festival.
Marcam presença no 61º Festival do Folclore de Olímpia representando o estado e seus folguedos: o Bumba Boi de Matraca do Maiobão, de Paço do Lumiar, que faz sua estreia no festival; o Boi de Nina Rodrigues; e o Boi de Morros.
Maranhão
O Maranhão é um estado de muita tradição e resistência cultural. Tem história marcada pelo encontro de povos: indígenas originários, colonizadores europeus, principalmente portugueses e franceses, e populações africanas trazidas à força durante o período da escravidão.
Dessa confluência nasceu uma identidade cultural singular e profundamente brasileira, transformando o estado da região Nordeste e banhado pelo Atlântico em um verdadeiro mosaico de influências culturais.
E, assim, rico em sua essência, o estado foi escolhido como homenageado do 61º Festival do Folclore de Olímpia pela primeira vez.
Ao valorizar o estado, o 61º Festival do Folclore de Olímpia celebra a resistência, a criatividade e a beleza de um povo que transforma a vida em arte. Um povo que dança para contar suas histórias, que canta suas dores e amores, que alimenta a alma com fé, ritmo e sabor.
Riqueza cultural
A capital do Maranhão, São Luís, é o coração pulsante da riqueza cultural do estado.
Conhecida como “Ilha do Amor” pelas paisagens; “Atenas Brasileira” pela arquitetura colonial histórica; e “Jamaica Brasileira” por ser o local que o reggae mais faz sucesso fora do território jamaicano, a cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade graças ao centro histórico com mais de 3,5 mil casarões coloniais cobertos de azulejos portugueses.
Bumba Meu Boi
Com diversidade de expressões populares, o Maranhão é uma das terras mais fecundas do Bumba Meu Boi, manifestação cultural cujo espetáculo gira em torno da morte e ressurreição de um boi.
Mistura teatro, música, dança e religiosidade popular, com diversas formas de apresentação, chamadas de “sotaques” – como matraca, orquestra, zabumba, pindaré e costa de mão.
Os grupos celebram essa tradição principalmente durante o mês de junho, com apogeu no São João. O Bumba Meu Boi é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
Tambor de Crioula
Outra manifestação essencial do Maranhão é o Tambor de Crioula, reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.
Praticado em homenagem a São Benedito, o tambor reúne homens percussionistas e mulheres dançantes chamadas “coreiras”, que giram em saias amplas e coloridas ao som dos tambores rufados com as mãos. A dança é espontânea, corporal, circular — uma expressão de alegria, fé e ancestralidade negra.
Gastronomia maranhense
A gastronomia maranhense é outro capítulo da cultura viva do estado. Rica, variada e marcada por ingredientes típicos do litoral, da floresta e dos campos, a culinária reflete os traços da mistura cultural.
O arroz de cuxá é o prato mais emblemático, feito com arroz, vinagreira (erva de sabor azedo), camarão seco, carne de sol e temperos.
61º Festival do Folclore de Olímpia
Com o tema “Raízes que nos Conectam”, o 61º Festival do Folclore de Olímpia começa no sábado (2/8) e segue até domingo da próxima semana (10/8).
Olímpia vai receber 61 grupos folclóricos e parafolclóricos de 20 estados das cinco regiões do país, incluindo, este ano, as presenças inéditas de Roraima. Dezessete grupos participam pela primeira vez do evento.
São 2 mil participantes, entre dançarinos, cantadores e músicos que vão se apresentar na festa. Lembrando que todas as atividades são gratuitas e para todas as idades.
A expectativa é de mais de 180 mil visitantes durante os nove dias de festival. Lembrando que todas as atividades são gratuitas, inclusive a entrada no Recinto do Folclore.
Destaque
Um dos principais destaques da programação são as apresentações noturnas realizadas no Palco Principal do Recinto do Folclore. Serão mais de 120 ao longo dos nove dias da festa, num encontro do público com a música e a dança de todas as regiões brasileiras.
Logo na abertura, 12 grupos de diferentes pontos do país vão mostrar as tradições. Dois representando o Maranhão, estado homenageado: Boi de Morros e Bumba Meu Boi de Nina Rodrigues.
Com múltiplas formas de apresentação, a manifestação que gira em torno da morte e ressurreição de um boi mistura elementos dramáticos, música, dança e religiosidade popular.
A programação diversificada dá vida ao Palco Principal do Recinto do Folclore logo após o espetáculo de abertura, esse apresentado na arena por mais de 600 alunos da rede municipal, professores e convidados.
Missa
Momento bastante aguardado que acontece sempre no primeiro domingo da programação, a tradicional Missa em Ação de Graças ao Festival nesta edição agrega diversas crenças, simbolizando a união das múltiplas culturas presentes, em uma celebração ecumênica.
Como já é costume, a cerimônia é realizada com a participação de grupos visitantes e locais, que adentram a Igreja Matriz de São João Batista cantando e dançando, trajados conforme o estado que representam.
Respirando folclore
A mistura da cultura popular pode ser vista também ao longo do festival, em diversos encontros entre o público visitante e a comunidade local, tanto por meio das peregrinações pelas ruas centrais, quanto nas visitas a instituições sociais, empresas patrocinadoras, estabelecimentos comerciais, escolas e órgãos públicos. Além do tradicional desfile de encerramento, com o grande cortejo pela Avenida Aurora Forti Neves – a principal da cidade – como passarela da cultura de todo o Brasil.
Novidade
Uma das novidades da programação é que o 61º Festival do Folclore de Olímpia será palco do 2º Encontro Nacional do IOV Brasil – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, numa jornada com foco no diálogo, na formação e intercâmbio entre associados oriundos das cinco regiões do país – gestores, ativistas, pesquisadores, mestres e especialistas da cultura popular.
A abertura será na segunda-feira (7/8), às 14h30, na Estação Cultural de Olímpia (ECO).
Um dos pontos altos será o evento “IOV Convida: Vozes da Tradição”, no dia seguinte (8/8), às 10h30, no Espaço do Minifestival, com uma cerimônia de homenagem à professora Maria Aparecida de Araújo Manzolli seguida de roda de conversa com o tema “Ancestralidade e Folclore: Saberes que nos Formam”.
Aprendizado e tradição
Para vivenciar ainda mais a experiência, o festival contará com a 2ª edição da Oficina de Dança, na Casa de Cultura, uma atividade gratuita de imersão na cultura popular do Brasil.
Para as crianças, o resgate da tradição de pais e avós mantem vivos os costumes e as memórias com a tradicional Gincana de Brinquedos Tradicionais Infantis e Folclorança, envolvendo alunos e visitantes, na Arena do Recinto do Folclore.
Minifestival
Já o Minifestival do Folclore, um dos eventos diários do FEFOL, é apresentado por crianças das escolas da rede pública municipal e particular, que aprendem nas escolas as danças de outras regiões do país e mostram o resultado.
As apresentações são sempre durante a tarde, na semana do festival, em interações com os grupos visitantes da edição.
Seminário
A troca de saberes também está garantida com o Seminário de Estudos Relacionados ao Folclore, com palestras de mestras e mestres e integrantes de grupos participantes, com a presença de educadores, estudantes e pesquisadores, com organização da Secretaria Municipal de Educação.
Música e artesanato
A música e o artesanato têm lugares de destaque na programação do FEFOL. A programação da Vila Brasil traz mais de 25 apresentações de música raiz ao toque da viola, todas as noites, em um espaço especial do Recinto. Já o Pavilhão do Artesanato terá mais de 20 estandes com produtos especiais e personalizados.
A festa oferece ainda dezenas de barracas de gastronomia e parque de diversões. Uma estrutura completa de lazer, entretenimento e cultura para toda a família.
Sobre o Fefol
O Festival do Folclore de Olímpia (Fefol) é o maior festival de folclore do Brasil. Criado na década de 1960 pelo professor José Sant’anna, o evento preserva e valoriza as tradições populares brasileiras há 61 anos, reunindo manifestações autênticas de todas as regiões do país.
O Festival do Folclore de Olímpia é uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore, com apoio de projetos de incentivo cultural e parceiros.
Serviço
61º Festival do Folclore – Jubileu de Castanheira
2 a 10/8/2025
Museu do Folclore (Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna)
Avenida Menina Moça, 800 – Vila Hípica, Olímpia/SP
Programação completa:
www.folcloreolimpia.com.br
